O plano para destravar na Libras, ficar fluente...
...e chegar a intérprete

Nesta aula experimental eu mostro, passo a passo, o plano para quem já estudou muito e continua travado.

AULA EXPERIMENTAL DA MENTORIA MAESTRIA NA LIBRAS

antes de qualquer coisa

Saber muitos sinais não é saber Libras.

Eu estou no caminho da Libras há mais de 25 anos, e a minha esposa, Raquel, é surda. Nesse tempo todo, o que mais vi foram dois tipos de pessoa.

A primeira ainda não sabe sinais e tenta aprender sinal por sinal primeiro, para só depois conseguir conversar com surdos.

A segunda já aprendeu muitos sinais, ou decorou frases prontas, e mesmo assim trava na frente do surdo.

Nos dois casos o problema é o mesmo: sinal solto não é Libras. De pouco adianta saber muitos sinais se você não consegue montar a frase com eles, no contexto certo, na ordem certa e dentro da cultura surda.

E o que costuma acontecer depois? Muita gente entra num curso de Libras e aprende ainda mais sinais, mas sai de lá sem saber se comunicar com surdos. Outros entram numa faculdade, numa pós-graduação ou numa especialização, e lá o que mais tem é teoria, teoria e mais teoria. Não tem prática, não tem feedback real, e a pessoa continua travada do mesmo jeito.

Você já parou um vídeo no meio pra copiar um sinal que não conhecia. E você já desviou de um surdo na rua, não por falta de vontade, mas porque sabia exatamente o que ia acontecer se ele começasse a conversar com você.

Todo sinal que existe em Libras é feito com cinco peças, sempre as mesmas cinco:

1
Configuração de mãoo formato que a mão faz
2
Ponto de articulaçãoonde no corpo o sinal acontece
3
Movimentocomo a mão se desloca
4
Orientação da palmapra onde a palma aponta
5
Expressão facial e corporalo que dá o sentido e a intensidade

Todo curso para nesses cinco. Errar um muda a palavra inteira.

MAS não são cinco. Em nossas pesquisas descobrimos mais dois, e muitas vezes é neles que mora a trava de muita gente. É difícil consertar o que você nem sabia que existia.

Curso

Te deu sinal.

Ninguém olhou a sua mão.
Faculdade e pós

Te deu teoria e título.

Ninguém olhou a sua mão.
O que faltou

Alguém que olhe e diga o que está errado.

É disto que esta página trata.

Você já passou pelas duas primeiras.
A terceira você ainda não teve.

O problema nunca foi a sua dedicação. Dedicação você provavelmente já teve de sobra, e o resultado foi o mesmo. O problema é que ninguém nunca te disse, com todas as letras, o que estava certo e o que estava errado na sua Libras.

O curso não diz. A faculdade não diz, e a pós menos ainda: lá você escreve sobre a Libras, lê sobre a Libras, faz prova sobre a Libras, e sai com quatro semestres de teoria e quase nenhuma hora de mão no ar sendo corrigida.

O colega tem medo de dizer.

E quando outro intérprete resolve dizer, costuma vir seco, na frente de todo mundo, e sem o passo seguinte: você sai sabendo que errou e continua sem saber o que fazer com isso.

E a pessoa surda não diz porque ela não precisa dizer: muitas vezes ela decifra o seu português sinalizado no ar, na hora, e parece fazer isso tão bem que você acha que se comunicou…

…Mas português sinalizado não é Libras. E a maioria das vezes o surdo vai entender errado o que você tentou dizer. Porém ele não sabe disso. Nem você…

…E como ninguém te avisa disso, você sai da conversa achando que a sua Libras está boa.

Eu sei disso porque eu passei seis anos exatamente aí.

  1. Quando comecei a aprender Libras aos 13 anos

    Achei que seria simples, mas logo percebi que estava muito enganado. O que parecia uma jornada rápida acabou se transformando em um caminho cheio de obstáculos.

    Eu ficava fascinado vendo os surdos conversarem de forma tão rápida e natural, como se fosse a coisa mais simples do mundo. E quando eu olhava para os intérpretes, era como ver magia acontecendo.

    Isso me inspirou a aceitar o maior desafio da minha vida até então: interpretar uma música de Natal na igreja, diante de um auditório lotado.

    Passei o final de semana inteiro ensaiando. No grande dia, enquanto eu subia ao palco, meu coração disparava e minhas mãos suavam tanto que era difícil controlar os sinais.

    Mas o pior foi perceber que, por mais que eu me esforçasse, os surdos não conseguiam me entender. Eles simplesmente desviaram o olhar para o telão, preferindo ler a letra da música. Foi muito frustrante... senti que eu tinha fracassado...

  2. O dia em que apenas 2 de 55 funcionários me entenderam

    Mesmo depois de concluir vários cursos intensivos, incluindo um treinamento de 18 meses em uma das instituições mais renomadas para surdos, eu ainda me sentia inseguro…

    …Essa insegurança ficou ainda mais clara quando fui convidado a assumir um cargo de confiança, coordenando 55 funcionários surdos em um órgão público em Minas Gerais.

    Madson Barreto coordenando a equipe de 55 funcionários surdos

    Logo na primeira reunião, apenas 2 dos 55 funcionários conseguiam me entender, e o pior de tudo é que eles precisavam me ajudar a interpretar para os outros. A sensação de fracasso foi devastadora.

  3. Por que eles não me entendiam

    Eu fui atrás da resposta, e ela não estava em nenhum dos cursos que eu já tinha feito.

    O jeito que aqueles 55 funcionários se comunicavam era diferente de tudo que tinham me ensinado. Eu montava a frase em português dentro da cabeça e ia traduzindo palavra por palavra com as mãos.

    Isso tem nome, e é o mesmo nome que eu uso até hoje: português sinalizado. Não é língua de sinais. É português com as mãos por cima.

    Português sinalizado

    A frase montada na ordem do português, sinal por sinal.

    Quem faz o esforço de traduzir é a pessoa surda
    Libras

    A mesma ideia na ordem visual, com uso do espaço e expressão marcados.

    A comunicação acontece na língua dele

    Português sinalizado e Libras podem até parecer a mesma coisa de fora. Só uma das duas é língua de sinais, e é a única em que a pessoa surda não precisa quebrar a cabeça pra tentar te entender.

    Não faltou professor bom no meu caminho. Faltou alguém que olhasse a minha sinalização, apontasse a frase exata onde eu saía da Libras e entrava no português sinalizado, e me dissesse o que fazer na semana seguinte.

    Em seis anos de cursos, de igreja e outros, essa pessoa não apareceu.

    Eu tive que virar essa pessoa pra mim mesmo. Depois virei ela pra minha mãe. Hoje eu sou ela pros meus mentorados.

    Só que descobrir o que estava errado não foi o fim do caminho. Foi só o começo dele. Levei mais dois anos pra desaprender o jeito errado e aprender do jeito certo, e não foi porque a Libras seja difícil: foi porque eu não tinha quem me orientasse, me desse feedback, me dissesse "isso aqui já pode, isso aqui ainda não". Foi um labirinto sem mapa.

    E foi ali que eu comecei a desenhar o que hoje é o Mapa da Libras: não uma lista de sinais, mas a ordem certa das coisas, com o nome de cada erro e o passo seguinte de cada um.

    Foi nessa época que comecei a namorar Raquel, que hoje é minha esposa. Somos casados há mais de 16 anos.

    Raquel é surda, e isso fez com que a nossa comunicação fosse ainda mais importante para mim. Ela observava cada sinal que eu fazia, com uma paciência incrível, e me mostrava, de maneira gentil, como melhorar.

  4. Uma conexão que começou antes de eu aprender o primeiro sinal

    Desde que eu era criança, meus pais me contavam uma história do meu nascimento: eu nasci depois de uma gestação de mais de 10 meses (45 semanas), o que causou muita preocupação nos médicos.

    Eles chegaram a sugerir o pior: que meus pais considerassem o aborto, com medo de que eu nascesse surdo ou com algum tipo de deficiência. Mas a resposta da minha mãe foi firme e cheia de amor:

    "Vamos amar nosso filho como ele for. E, se ele for surdo, vou aprender a língua de sinais para me comunicar com ele."

    As palavras da minha mãe ficaram gravadas profundamente no meu coração, e desde então eu sabia que minha jornada com a Libras seria muito mais do que apenas aprender uma nova língua de sinais.

  5. Minha mãe fluente em menos de um ano

    Minha mãe queria muito se comunicar melhor com Raquel, então me pediu para ensiná-la Libras. Eu e Raquel decidimos ensinar de um jeito diferente, algo mais prático e focado na realidade dela…

    …Em menos de um ano, minha mãe já era fluente e até começou a interpretar para uma surda na igreja dela.

    Durante esse processo, acabamos descobrindo algo novo: sem perceber, estávamos criando uma forma mais intuitiva e eficaz de ensinar Libras, uma abordagem que, mais tarde, seria a base do método que desenvolvemos.

    Investimos mais de 11 anos em pesquisas para entender como minha mãe conseguiu resultados tão rápidos, mesmo enfrentando problemas de saúde e depressão…

    …O resultado desse esforço foi a criação de métodos inovadores, que deram origem a nossos livros e ao Libras em Jogo.

    Com o tempo, nos tornamos referência em todo o Brasil: nossos livros foram adotados em escolas, faculdades, pós-graduações e até em concursos públicos.

quem escreveu o que as bancas cobram

O que a gente escreveu virou questão de prova de concurso público

Eu não estou te mostrando isso pra você ir ler os nossos livros. Estou te mostrando porque quem vai te dizer o que está certo e o que está errado na sua Libras é quem escreveu o que essas bancas cobram.

Madson Barreto e Raquel Barreto citados em concurso de faculdade
ConcursoFaculdade · Concurso Libras
Print de edital de concurso citando o livro Escrita de Sinais sem Mistérios: Concurso Professor de Libras UFVJM
Edital de concursoConcurso Professor de Libras UFVJM
Print de edital de concurso citando o livro Escrita de Sinais sem Mistérios: Concurso edital Professor UFRN
Edital de concursoConcurso edital Professor UFRN
Print de edital de concurso citando o livro Escrita de Sinais sem Mistérios: IFMG Sudeste
Edital de concursoIFMG Sudeste
Questão de prova do concurso IFAL 2026 citando o livro
Questão de provaConcurso IFAL 2026
Questão de prova do concurso Intérprete de Libras UNIUV Paraná
Questão de provaConcurso Intérprete de Libras UNIUV/PR
Questão de prova do concurso UFSM citando o livro
Questão de provaConcurso UFSM

o que eu passei a ouvir

A mesma frase, vinda de gente que não tem nada em comum

Nos últimos anos, a mesma frase começou a chegar até mim vinda de pessoas que não têm nada em comum entre si.

Veio da professora de apoio que nunca tinha visto um sinal na vida e foi posta numa sala com um aluno surdo não alfabetizado…

…E veio, com quase as mesmas palavras, de uma outra mentorada que é professora universitária de Letras Libras, com licenciatura, bacharelado, mestrado e até doutorado, dando aula há quase dez anos.

As duas me disseram a mesma coisa: não existe ninguém que olhe e diga o que está errado.

Pensa no tamanho disso.

Uma delas estava no primeiro dia e a outra estava na frente de uma turma de faculdade formando gente, e as duas estavam sozinhas do mesmo jeito.

Título na parede não tira ninguém dessa solidão. Ela tinha quatro.

A faculdade não faz isso. O curso não faz isso. O colega tem medo de fazer isso. E o surdo, por gentileza, compensa em silêncio em vez de corrigir.

Eu decidi ocupar essa lacuna. A Mentoria Maestria na Libras existe por causa disso, e é isso que você vai viver: o mapa completo, o plano passo a passo…

…e a minha palavra sobre o que está certo e o que está errado na sua Libras, dita na sua frente, ao vivo.

evolução guiada e personalizada

O Mapa da Libras e o seu plano passo a passo

O ensino tradicional ensina a Libras como se ela fosse português traduzido. Ele fragmenta tudo, encaixota tudo em básico 1, 2, 3 e avançado 1, 2, 3, e no fim você sai de lá com uma lista de sinais e nenhuma frase.

É por isso que tanta gente trava na hora de conversar, e trava ainda mais na interpretação. O problema não está em você, está no formato em que a Libras e a interpretação são ensinadas.

Já são 25 anos que vivo e respiro a Libras, casado com a Raquel, que é surda, há mais de 16 anos. Desde 2021, moramos cada vez em um lugar diferente do Brasil, convivendo de perto com diferentes comunidades surdas. Ao longo dessa jornada, mapeei padrões, diferenças regionais e a cultura surda de cada lugar. Tudo isso deu origem ao Mapa da Libras.

Esse mapa conecta você à cultura surda e faz o processo ser natural. Isso é muito diferente de decorar sinais: você aprende a pensar e a interpretar Libras em qualquer situação, sobre qualquer assunto. Funciona para quem está começando e para quem já interpreta.

O que eu levei oito anos para entender sozinho, eu aplico com você já mapeado: o que está errado, em que ordem consertar e o que treinar a seguir. Os oito anos são os meus: 6 anos até descobrir o que estava errado, e mais 2 para desaprender o jeito errado e aprender o certo. Os seis primeiros terminaram naquela reunião com 55 funcionários surdos.

E a cada fase que você fecha, uma porta que estava fechada começa a abrir.

As portas que começam a abrir

  • Passa a conversar com os surdos da sua igreja sem medo da primeira frase.
  • Fica seguro na mesma sala de aula em que antes você travava.
  • Passa a ser visto como ponte de comunicação.
  • A vaga que pede Libras no edital e que antes você lia e fechava.

Não é promessa de futuro distante: é consequência direta de saber o que está certo, o que está errado e o que treinar em seguida.

O que acontece na prática

Você começa com uma reunião individual comigo. Depois segue a Espiral de 5 Fases em acompanhamento prático por 6 meses, em reuniões em grupo, com o portal, as gravações e dois treinamentos inteiros liberados desde o primeiro dia.

Mapeamento do Perfilvocê descobre onde trava de verdade
Fluência Realvocê passa a se comunicar de verdade
Aprimoramentovocê ajusta cada detalhe da sinalização
Interpretaçãovocê desenvolve a habilidade de interpretar
Preparação e Destaquevocê se posiciona como referência

Não é uma escada reta: é uma espiral. Você volta a passar pelo mesmo ponto num nível mais alto.

Quando você tem alguém ao seu lado, dando direcionamento e feedback sobre a sua sinalização e a sua interpretação, a sua evolução fica muito mais eficiente.

quem já passou por isso

Veja os resultados que eles alcançaram aplicando os nossos métodos

Todos os vídeos são em Libras: cada pessoa conta, em Libras, o que aplicou e o resultado que teve.

como funciona, na prática

Acompanhamento prático por 6 meses, com direcionamento e feedback

Uma reunião individual comigo, de bônus, logo no começo

Imagine a sua primeira conversa comigo: só nós dois, no Zoom, olho no olho, antes de qualquer encontro em grupo. Você conta onde está hoje, onde trava e o que quer fazer com a Libras: conversar, ensinar, interpretar. Eu escuto, pergunto, e começo a enxergar o que ninguém enxergou na sua sinalização.

Você sai dali com o seu Mapa de Perfil de Aprendizado e um plano prático na mão, desenhado do ponto em que você está até a fluência e, se esse for o seu objetivo, até a interpretação. Pela primeira vez você sabe qual é o próximo passo.

Acompanhamento prático por 6 meses, em reuniões em grupo pequeno

Imagine a sala do Zoom: grupo pequeno, câmera ligada, e você sinalizando. São2 reuniões por mês, durante 6 meses. É nelas que a coisa acontece de verdade.

A pessoa sinaliza, eu paro, eu volto, e eu mostro o ponto exato em que a frase sai da Libras e entra no português sinalizado, e o ponto exato em que ela volta. Não é elogio genérico nem puxão de orelha: é o erro nomeado, a correção feita na hora, e o que treinar até o próximo encontro.

Todas as suas perguntas são respondidas por mim, e você aprende também com as perguntas dos outros: muitas vezes a dúvida do colega é a sua.

Print de reunião em grupo no Zoom com mentorados da Universidade da Libras

Aqui você vai ter feedback e direcionamento

Imagine sair de cada reunião sabendo exatamente o que fazer. Eu vou te dizer como está a sua sinalização e a sua interpretação: o que está certo, o que ainda precisa de ajuste e o que treinar a seguir, com base no seu perfil e em um ambiente acolhedor e seguro.

Você não estuda no escuro e não recebe elogio genérico: cada reunião termina com um próximo passo claro. E você aprende também com o feedback dos colegas, porque muitas vezes o erro deles é o seu.

Entre um encontro e outro, você não fica no vácuo

Imagine abrir o portal numa terça à noite e rever a sua correção quantas vezes quiser: todos os encontros ficam gravados no portal da mentoria. A minha equipe leva e traz as suas dúvidas e as minhas orientações específicas pra você.

E o Método Fluente em Libras e o Treinamento Interno para Intérpretes já estão liberados desde o primeiro dia, para você praticar, entre uma reunião e outra, o que foi corrigido ao vivo.

Área da mentoria acessível em celular, tablet e notebook

quem já esteve na banca

Eu já estive dos dois lados da mesa

Fui aprovado no Exame Prolibras do MEC e depois fui convidado a ser aplicador de prova por dois anos seguidos. A minha mãe, que aprendeu Libras comigo e com a Raquel depois dos 45 anos, também virou aplicadora do Prolibras. Eu sei o que a banca olha porque já fui a banca.

O John Cleyton, de Monte Azul, em Minas Gerais, já tinha sido reprovado numa banca avaliativa. Depois de estudar com o nosso método, ele refez a banca do Centro de Atendimento ao Surdo de Minas e passou. Hoje ele atua como intérprete.

Repara no que isso mudou na vida dele: ele saiu de "fui reprovado e não sei por quê" para assinar como intérprete de Libras numa cidade do norte de Minas, onde intérprete formado é coisa rara. Não foi o certificado que virou a chave. Foi ele finalmente saber o que a banca estava vendo nas mãos dele.

mais uma coisa

Tudo isto entra junto, inteiro, desde o primeiro dia

Dois treinamentos completos e os certificados. Não são extras: são o caminho já montado entre uma reunião e outra.

Método Fluente em Libras

valor de mercado: R$ 1.997
Professores surdos do Método Fluente em Libras

Um método de 30 módulos para você viver a Libras em vez de decorar sinais. Na primeira semana você não abre uma lista de sinais: você assiste uma pessoa surda contando uma história inteira, sem legenda e sem voz, e descobre que entendeu mais do que imaginava.

Depois você já está devolvendo pedaços dessa história com as suas próprias mãos. O alfabeto manual entra como detalhe, não como fundação, porque a essa altura você já não precisa soletrar pra se fazer entender.

Treinamento Interno para Intérpretes de Libras

valor de mercado: R$ 997

Os bastidores de como eu treino a minha própria equipe de intérpretes, em3 módulos: fundamentos e práticas, aprofundamento e estratégias, e como dominar os desafios da interpretação.

Imagina a cena: o pregador muda o texto no meio do culto, ou o professor solta um termo técnico que não estava no material. Hoje isso te dá um branco. Aqui isso vira procedimento: você tem o que fazer com as mãos enquanto o cérebro alcança, e se recupera sem que ninguém na plateia perceba. Não é dom, é técnica, e técnica se aprende na ordem certa.

Certificados da sua evolução

Certificado de exemplo da Mentoria Maestria na Libras, Ciclo 1
Certificado da Mentoria Maestria na Libras: Ciclo 1
Certificado Fluente em Libras, 320 horas
Certificado Fluente em Libras (320 horas)Atesta a sua fluência, com a validação da própria Raquel, que é surda.
Certificado do Treinamento Interno para Intérpretes de Libras, 100 horas
Certificado do Treinamento Interno para Intérpretes de Libras (100 horas)Comprova o treinamento que você concluiu para atuar como intérprete.

O papel te faz ser chamado, a sua Libras te faz ser escolhido. Por isso aqui o certificado vem junto com acompanhamento, direcionamento e feedback, e não sozinho.

antes de você decidir

Eu já vi quatro tipos de pessoa chegar até aqui

Eu sei que você já leu uma página como esta antes. E sei que uma parte de você já está procurando o motivo pra fechar essa aba…

…Você é livre pra fechar. Só me dá os próximos quatro parágrafos, porque eles não são sobre a mentoria. São sobre uma conta que você ainda não fez.

Nesses anos todos eu vi quatro tipos de pessoa chegar até aqui.

A primeira sonha com a Libras. Sonha desde a infância, fala disso com carinho, conta pra todo mundo que um dia vai aprender. E o tempo passa, mas o sonho continua sendo sonho.

A segunda coleciona. Salva vídeo no Instagram, entra em grupo de WhatsApp, baixa apostila, assiste live, já tem mais material de Libras no celular do que qualquer aluno meu. E aí chega na frente de um surdo e trava tudo. Ela não junta as peças porque nunca teve ninguém dizendo qual peça está no lugar errado.

A terceira já cansou de tentar sozinha. Ela não quer mais um conteúdo novo. Ela quer saber o que está certo, o que está errado, e o que fazer com isso.

E a quarta é a que mais me dói: a que fez tudo "certo".

Fez graduação, fez pós, escreveu trabalho sobre a Libras, tem carimbo, tem título na parede. E sai de lá com quatro semestres de teoria e quase nenhuma hora de mão no ar sendo corrigida.

Não é culpa dela. A faculdade e a pós foram construídas pra formar quem estuda a Libras, não pra formar quem conversa em Libras. São duas coisas diferentes, e ninguém avisa isso na matrícula.

Então, antes de dar o próximo passo, responde duas coisas dentro da sua cabeça. Não precisa me responder.

Há quantos anos você diz que vai destravar a sua Libras?

E, nesses anos todos, quantas vezes alguém te disse com todas as letras o que estava errado na sua sinalização e o que fazer pra consertar?

Se a resposta da segunda pergunta foi "nenhuma", você não é uma pessoa sem talento pra Libras. Você é uma pessoa que nunca teve mapa.

E mapa não se conquista estudando mais. Se pega com quem já fez o caminho. Permita-se enxergar isso com clareza por trinta segundos, porque é a coisa mais útil que você vai fazer hoje: não falta esforço na sua história, falta direção.

O primeiro passo é pequeno: a sua ficha, que leva uns 5 minutos. Eu leio, a gente conversa, e você decide com tudo na mesa. Se a mentoria não for o que você precisa, eu te digo.

a sua vez

Seis meses sabendo exatamente o que está certo, o que está errado e o que fazer a seguir

O que está incluso

  • Reunião individual comigo (bônus): o seu Mapa de Perfil e o seu plano prático, do ponto em que você está até a fluência e, se for o seu objetivo, até a interpretação
  • Acompanhamento prático por 6 meses: 2 reuniões por mês, em grupo pequeno no Zoom, todas gravadas no portal
  • Direcionamento e feedback sobre a sua sinalização e a sua interpretação
  • Portal da mentoria e a minha equipe levando e trazendo as suas dúvidas
  • Método Fluente em Libras completo (valor de mercado: R$ 1.997)
  • Treinamento Interno para Intérpretes de Libras completo (valor de mercado: R$ 997)
  • Três certificados: o do Ciclo 1 da mentoria, Fluente em Libras (320 h) e o treinamento para intérpretes

depoimentos

Soraia tentou por 20 anos. Estela, na faculdade e em cursos.

Repare no tempo que essas pessoas levaram até encontrar um caminho que funcionasse. Faltava direção e alguém que mostrasse o que estava certo e o que estava errado. Todos os vídeos estão em Libras.

tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre a Mentoria Maestria na Libras

Se a sua dúvida não estiver aqui, fale com a equipe pelo WhatsApp antes de preencher a ficha.

O que eu recebo de verdade

Como funciona a Mentoria Maestria na Libras, na prática?

Pensa numa oficina. Você não leva o carro na oficina pra receber um manual: você leva pra alguém abrir o capô, apontar a peça e dizer o que fazer. Seis meses aqui funcionam assim.

Você começa com uma reunião individual comigo, no Zoom: eu escuto onde você trava e a gente monta o seu Mapa de Perfil e o seu plano prático, do ponto em que você está hoje. A partir dali eu aplico o Mapa da Libras com você, fase por fase, na Espiral de 5 Fases. Durante 6 meses tem acompanhamento prático comigo, no Zoom, com 2 reuniões em grupo pequeno por mês, com análise e feedback.

E é nesses encontros que a coisa acontece de verdade. Alguém sinaliza, eu paro, eu volto, e eu digo com todas as letras o que está certo, o que está errado, e por quê. Não é aquele "tá indo bem, continua assim" que todo mundo já ouviu e ninguém nunca aproveitou.

É o erro com nome e sobrenome, a correção feita na hora, na frente de todo mundo, e o que treinar até o próximo encontro. Você sai de cada encontro com uma tarefa clara, não com uma sensação boa que passa no dia seguinte.

Entre um encontro e outro você não fica no vácuo. Tem o portal com todas as reuniões gravadas, tem os dois treinamentos completos que entram junto, com o caminho já montado, e tem a minha equipe levando e trazendo as minhas orientações específicas pra você sempre que precisar.

Eu não vendo companhia. Eu vendo direção. Companhia faz você se sentir melhor por um mês. Direção muda o que as suas mãos fazem na frente de uma pessoa surda, e isso não volta atrás.

Eu vou ter que gravar vídeo e ser analisado na frente dos outros?

Você vai receber feedback sobre a sua sinalização, sim, e é isso que faz a diferença. Mas o ritmo você conduz comigo, e ninguém é empurrado pra frente da câmera no primeiro dia.

Eu vou te dizer por que essa pergunta aparece tanto, e não é frescura de ninguém. A vergonha que mais trava gente na Libras não é a vergonha do surdo. É a vergonha do próprio vídeo. É aquele momento em que você se vê na tela e não reconhece a pessoa que está ali. Uma mentorada me contou isso com todas as letras: "Eu até mandei. Eu fiquei morrendo de vergonha quando eu mandei o vídeo. Porque depois eu fui comparar com o vídeo da Raquel, aí eu coloquei o meu do lado e o da Raquel." Gabriele, mentorada.

Agora olha o que aconteceu com ela. Ela mandou. Morrendo de vergonha, mas mandou. E a partir do dia em que ela parou de comparar o vídeo dela com o da Raquel e passou a comparar com o vídeo dela do mês anterior, o jogo virou: ela deixou de gravar escondido pra si mesma e passou a sinalizar pra ser corrigida.

Hoje ela não pede desculpa antes de ligar a câmera. Essa é a transformação real, e ela é menor do que parece de fora e maior do que parece de dentro.

Tem gente que liga a câmera no primeiro encontro. Tem gente que passa dois meses sentada na arquibancada, só assistindo os outros. E aqui vai a parte que quase ninguém entende antes de entrar: os dois caminhos funcionam.

Quando eu corrijo a sinalização de outra pessoa, eu estou corrigindo a sua também, porque erro de construção de frase é igual sotaque de região: se repete na boca de todo mundo que veio do mesmo lugar. Você assiste dez análises e reconhece o seu erro em pelo menos quatro delas, sem nunca ter ligado a câmera.

Então permita-se entrar do jeito que for possível pra você. O que não é opção é passar mais um ano sem nunca saber onde você erra.

Para quem é a Mentoria Maestria na Libras?

Para quem já tentou e travou. Só isso define. Não é o seu nível, é o seu estado. E estado não tem título: eu já vi doutora e dona de casa sentadas no mesmo encontro com exatamente a mesma trava.

Funciona para quem fez curso básico na igreja e continua fazendo "oi, tudo bem" e mais nada. Funciona para quem fez licenciatura, bacharelado ou pós em tradução e interpretação e saiu de lá com título na parede, quatro semestres de teoria e quase nenhuma hora de mão no ar sendo corrigida.

Funciona para o intérprete educacional que é o único da escola inteira e não tem a quem perguntar. Funciona para quem quer prestar concurso público em Libras ou passar numa banca. E funciona para quem simplesmente quer conversar de verdade com uma pessoa surda específica: um filho, um aluno, um irmão, um vizinho de porta.

O que todas essas pessoas têm em comum é uma frase só: ninguém nunca disse a elas o que estava errado. Uma delas me disse assim: "Eu sei alguns sinais de libras, algumas coisas. Eu sei porque eu fiz um curso básico. Mas assim, eu perto dos surdos, eu tremo nas bases." Márcia Helena, mentorada.

"Tremo nas bases" é a frase mais honesta que eu já ouvi sobre isso. E o que começou a mudar pra ela dentro da mentoria não foi o vocabulário: foi descobrir que o tremor não era falta de talento, era falta de estrutura de frase.

Quando a frase tem chão, a mão para de tremer. É essa a transformação que eu vejo acontecer: a pessoa para de fugir do encontro e passa a procurar o encontro. Pra quem já viveu do lado de cá, isso é uma vida inteira de diferença.

Agora, pra quem não é: se você está procurando mais um conteúdo pra colecionar no celular, não entre. Você já tem conteúdo demais e resultado de menos, e mais um não vai mudar nada. Aqui a pessoa é corrigida, olhando no olho, e corrigida dá trabalho.

As dúvidas que travam a decisão

O meu problema é falta de sinal e de vocabulário técnico. A mentoria resolve isso?

Resolve, mas não do jeito que você está imaginando, e é importante você entender isso antes de entrar.

Quase todo mundo chega aqui dizendo a mesma coisa: "me faltam sinais". E é verdade que falta vocabulário, principalmente pra quem está começando agora ou pra quem precisa de termo técnico de escola, de igreja, de área da saúde ou de contexto jurídico. Uma mentorada descreveu o problema com precisão: "Um sinal que às vezes eu não me lembro, às vezes dá um branco na hora, ou às vezes uma palavra de um sinal que eu não conheço. Isso acaba me trazendo um nervosismo e eu acabo esquecendo, e dou uma paralisada." Reniela, mentorada.

Agora presta atenção no que ela disse de verdade. O sinal que faltou foi um. Um. E o que derrubou a interpretação inteira não foi o sinal que faltou: foi não saber o que fazer quando ele falta. É como cozinhar e descobrir no meio que acabou o alho: quem sabe cozinhar resolve, quem só sabe seguir receita fica parado, e o almoço inteiro para.

E a Reniela não ficou paralisada. O que mudou pra ela foi deixar de tratar o branco como fracasso e passar a tratar como uma curva conhecida da estrada: ela aprendeu o que fazer com as mãos nos dois segundos em que o sinal não vem, e a interpretação parou de desmoronar junto. Essa é a diferença entre travar e contornar, e ela é aprendível.

Sinal você absorve rápido, e aqui você tem muito sinal à disposição, pra os mais variados contextos, porque o Método Fluente em Libras entra inteiro junto. Só que o que você não tem hoje não é isso: é estrutura. A frase montada em Libras e não em português, o uso do espaço, o classificador entrando no lugar do sinal que você não sabe, a expressão que carrega o sentido.

Quem tem estrutura contorna o sinal que falta e a conversa continua. Quem só tem vocabulário paralisa na primeira palavra que não conhece. Aqui você tem as duas coisas, mas na ordem certa, e é a ordem que muda o resultado.

Eu já fiz faculdade e pós e não adiantou. Por que isso seria diferente?

Porque faculdade e pós te dão teoria e título, e nenhuma das duas senta na sua frente pra assistir você sinalizar e dizer o que está errado. Você sai de lá sabendo falar sobre a Libras. Não é a mesma coisa que falar em Libras, e ninguém avisa isso na matrícula. Quatro semestres de conteúdo, quase nenhuma hora de mão no ar sendo corrigida. Elas foram desenhadas para formar quem estuda a Libras, não quem conversa em Libras.

Eu não estou inventando essa dor. Uma mentorada me disse: "Esse foi um contato que eu fiquei aí em dois mil e catorze e resolvi fazer uma pós achando que na pós eu ia aprender libras. Então caí do cavalo. Nada disso, só tive aquela noção desse universo." Solange, mentorada.

A expressão "cair do cavalo" é dela, e é exata. Mas repara onde ela está agora: ela voltou a montar. A transformação da Solange não foi ganhar mais um título, foi descobrir que o que faltava nunca tinha sido capacidade, era correção. No dia em que ela entendeu isso, onze anos de "eu não sirvo pra isso" caíram por terra de uma vez, e ela voltou pro jogo sem pedir licença.

E eu passei por isso antes dela. Eu concluí curso atrás de curso, incluindo um treinamento de 18 meses em uma das instituições mais renomadas para surdos, e mesmo assim, na minha primeira reunião como coordenador, só 2 dos 55 funcionários surdos me entendiam, e esses dois precisavam traduzir pros outros. Não faltou professor bom no meu caminho. Faltou alguém que apontasse a frase exata onde a minha Libras virava português.

Aqui a diferença é essa e só essa: existe alguém com autoridade dizendo o que está certo e o que está errado, existe um mapa com a ordem das coisas, e existe um passo definido pra cada erro encontrado. O que você estudou até agora te deu informação. O que falta é correção, e correção só vem de quem olha.

Eu começo e paro. Vou começar e parar de novo?

Vou te dizer uma coisa que provavelmente ninguém te disse: não é que o método não deu certo. É que a sua vida interrompeu o processo.

Essa frase eu repito em mentoria toda semana, porque a pessoa chega se acusando. Uma delas chegou assim: "Tem algo errado comigo, eu começo e paro. E aí não flui, parece. Então assim, eu estou começando agora, eu me considero começando agora, mas eu comecei o curso em dois mil e vinte e três." E depois: "Mas eu estava pensando de desistir. Aí eu me dei a última chance." Solange, mentorada.

Repara no que aconteceu ali. Ela não desistiu. Ela voltou. E voltar depois de três anos exige mais do que começar, não menos. O problema é que o formato em que ela estudava não tinha nenhum ponto de apoio: era ela, sozinha, contra a própria disciplina, num portal que não sentia falta dela.

Aqui existem reuniões marcadas com outra pessoa. Durante 6 meses tem encontro ao vivo, e ali eu pergunto o que você fez, eu vejo o que mudou, e eu digo o que vem agora. Não é um portal esperando você criar disciplina do nada.

É alguém te esperando, com o passo seguinte já definido. A motivação não vem antes da ação: ela vem depois. O que separa quem chega de quem para não é motivação, é ter o próximo passo escrito e uma data pra mostrar o resultado dele.

Eu tenho mais de 50 anos. Ainda dá tempo pra mim?

Dá. E eu vou responder isso sem passar a mão na sua cabeça.

A objeção de idade quase nunca chega como objeção de idade. Ela chega disfarçada de sentença sobre a própria pessoa. Eu ouço assim: "O que está de errado? Eu não sirvo para aprender libras. Eu tenho cinquenta e três anos. Então eu penso assim: será que eu sou velha para aprender libras?" Solange, mentorada.

A resposta é que o problema nunca foi a idade dela, foi o método. E eu tenho a prova mais próxima que existe: a minha mãe. Ela aprendeu Libras comigo e com a Raquel depois dos 45 anos, enfrentando problemas de saúde e depressão. Em menos de um ano ela já era fluente, começou a interpretar para uma surda na igreja dela, e depois virou aplicadora de prova do Exame Prolibras.

Se você tem mais de 50 anos, você tem uma coisa que aluno de 20 não tem: você sabe exatamente por que quer isso, e você não vai desistir na terceira semana porque apareceu coisa mais divertida pra fazer. O que você não tem é tempo pra desperdiçar mais três anos tentando adivinhar o que está errado por conta própria. E é justamente por isso que você é o tipo de pessoa que mais se beneficia de ter mapa e correção em vez de mais um curso.

Eu estou começando agora, praticamente do zero. Não é cedo demais pra uma mentoria?

É o contrário. Quem começa agora é quem mais tem a ganhar, porque não vai precisar desaprender nada depois.

Eu passo boa parte do meu tempo desfazendo hábito errado de gente que estudou anos sozinha. Sinal aprendido com a mão na posição errada, frase montada na ordem do português, expressão facial dura demais ou ausente. Isso tudo vira automático, e automático custa caro pra corrigir. Quem entra sem vício aprende na ordem certa desde a primeira semana.

E você não entra desamparado: o Método Fluente em Libras entra inteiro junto com a mentoria, e ele foi desenhado exatamente pra quem nunca fez um sinal na vida. Você tem conteúdo estruturado pra praticar, e tem os encontros ao vivo pra descobrir cedo o que está saindo torto, enquanto ainda é barato consertar.

A pergunta certa não é "é cedo demais?". É "quantos anos eu quero passar construindo em cima de um alicerce que ninguém conferiu?".

Eu travo na frente do surdo mesmo sabendo os sinais. Isso tem conserto?

Tem, e o conserto não é "estudar mais". Se estudar mais resolvesse, você já teria resolvido.

O travamento tem um gatilho identificável, e é sempre o mesmo: contato não roteirizado com uma pessoa surda de verdade, ou a câmera ligada. Ele nunca acontece enquanto você estuda sozinho. Uma mentorada descreveu assim: "Na hora que eu encontro com surdos eu trava, eu não consigo fazer nada. O que eu posso fazer para que eu possa agir naturalmente? Eu não estou conseguindo." Outra me disse: "Então assim, eu sempre meio que eu fujo deles. Porque como eu não consigo dominar a língua, eu tenho vergonha." Márcia Helena, mentorada.

Repara no que as duas estão fazendo: elas estão se medindo por uma régua injusta. Você está se comparando com alguém que fala português fluentemente todos os dias desde que nasceu. Essa comparação não tem como dar certo.

O travamento se resolve por dois caminhos ao mesmo tempo, e a mentoria trabalha nos dois. Um é técnico: quando você tem estrutura, o branco deixa de ser abismo e vira um contorno de dois segundos. O outro é de exposição controlada: você recebe correção num ambiente onde errar é o procedimento, não o acidente. Depois de algumas correções, o surdo na sua frente deixa de ser uma prova e volta a ser uma conversa.

Resultado, certificado e como entrar

Quanto tempo leva pra eu destravar?

São 6 meses de acompanhamento. O que eu levei 8 anos pra percorrer sozinho (6 anos até entender exatamente o que estava errado, e mais 2 pra desaprender o jeito errado e aprender o certo, porque não tinha ninguém pra me orientar) você percorre comigo ao lado, já mapeado. Esses oito anos são os meus, e os seis primeiros terminaram na reunião em que só 2 dos 55 funcionários surdos me entendiam.

Mas eu não vou te dar uma data mágica, porque seria mentira. O que eu te digo é outra coisa, e é mais útil: a partir do primeiro encontro de Análise e Feedback você já sai sabendo o que está certo e o que está errado na sinalização que foi analisada, e o que treinar em seguida. Essa clareza não leva seis meses. Ela leva um encontro.

O que leva seis meses é o percurso completo da Espiral: mapear a sua trava, construir fluência real, lapidar a sinalização, entrar na interpretação e se posicionar profissionalmente. Cada fase tem um critério claro de "isso aqui já está certo, isso aqui ainda não está". É esse critério que você nunca teve, e é ele que faz o tempo passar a render.

A Libras abre portas de verdade? Muda alguma coisa na minha vida profissional?

Muda, e eu não vou fingir modéstia aqui.

Libras é um dos maiores diferenciais que existem no Brasil hoje, e por um motivo simples: quase ninguém sabe. Você entra numa padaria, numa farmácia, numa portaria, numa secretaria de escola, e pergunta se alguém se comunica em Libras. A resposta é quase sempre não. Existe mais demanda por profissional preparado do que profissional preparado disponível, e todo órgão público tem obrigação legal de atender pessoa surda.

Mas eu quero ser honesto sobre o que abre a porta. Não é o certificado pendurado na parede, é a sua sinalização. Quem contrata, quem avalia numa banca e quem decide num edital olha as suas mãos e o seu rosto. E na banca de concurso, os avaliadores surdos são os que pesam mais: se a sua sinalização convence eles, eles convencem os ouvintes.

Eu sei disso porque eu já estive dos dois lados da mesa. Fui aprovado no Exame Prolibras do MEC e depois fui convidado a ser aplicador de prova por dois anos consecutivos. A Fase 5 da mentoria existe exatamente pra isso: currículo, carta de apresentação e posicionamento, com quem já foi banca.

E tem caso real. O John Cleyton, de Monte Azul, em Minas Gerais, já tinha sido reprovado numa banca avaliativa. Depois de estudar com o nosso método, ele refez a banca do Centro de Atendimento ao Surdo de Minas e passou. Hoje ele atua como intérprete.

Eu recebo certificado?

Recebe três.

O primeiro é o certificado do Ciclo 1 da Mentoria Maestria na Libras. O segundo é o Certificado Fluente em Libras, de 320 horas, validado pela própria Raquel, que é surda e co-criadora do método. O terceiro é o Certificado do Treinamento Interno para Intérpretes de Libras, de 100 horas.

Certificado de exemplo da Mentoria Maestria na Libras, Ciclo 1 Certificado Fluente em Libras, 320 horas Certificado do Treinamento Interno para Intérpretes de Libras, 100 horas

Eles abrem portas de verdade, desde que você entenda o que são: a prova documental de um caminho que você percorreu, não um atalho pra pular o caminho.

Eu prefiro dizer isso de frente: o papel te faz ser chamado, a sua Libras te faz ser escolhido. É por isso que aqui o certificado vem junto com acompanhamento, direcionamento e feedback, e não sozinho.

Como eu entro na Mentoria Maestria na Libras?

Pela ficha de interesse. Ela leva uns 5 minutos e é o primeiro passo, não a compra.

Eu ou alguém da equipe te chama no WhatsApp para conversar: ver se você é a pessoa certa para a mentoria e se a mentoria é mesmo o que você precisa. Se não for, a gente diz com todas as letras.

Depois dessa conversa você conhece todos os detalhes, e só então decide se quer se inscrever. O acesso ao portal é liberado assim que a inscrição é confirmada.

Se ficou qualquer dúvida antes de preencher, fala com a nossa equipe no WhatsApp. É melhor perguntar agora do que passar mais um ano adivinhando onde você erra.

quem está por trás da Universidade da Libras

Madson e Raquel Barreto sinalizando juntos
Madson e Raquel BarretoMadson (ouvinte, intérprete) · Raquel (surda, poeta)

Você não está aqui para apenas aprender sinais. Você está aqui para se tornar ponte entre dois mundos.

Minha mãe estava grávida de mim havia 10 meses e uma semana, muito além do esperado, quando os médicos disseram que, se eu nascesse, havia grande chance de eu ter alguma deficiência. A resposta dela foi direta: "Vamos amar nosso filho como ele vier. E se ele for surdo, eu vou aprender Libras para me comunicar com ele." Eu nasci ouvinte, mas aquela frase, dita antes mesmo de eu respirar, plantou uma semente.

Aos 13 anos vi uma intérprete de Libras pela primeira vez, numa igreja, e meu coração nunca mais foi o mesmo. Passei mais de 6 anos aprendendo por curso, sem realmente entender os surdos, foi convivendo com Raquel, minha esposa, surda e poeta, que eu compreendi o que nenhum material didático tinha me ensinado. Juntos desenvolvemos nosso próprio método, com base em neuroaprendizagem e conexão real com a comunidade surda.

Hoje são mais de 25 anos de estrada, mais de 16 anos de casados e 14 anos aplicando esse método na prática. Somos cofundadores da Universidade da Libras (Uni.Destrava), usada em escolas bilíngues, faculdades, pós-graduações e até em concursos públicos, onde nossos nomes já foram, literalmente, questão de prova. Mais de 6.557 alunos já destravaram a comunicação em Libras com a gente.

  • Gramática antes de vocabulário

    Sinal solto não faz conversa. A base é a estrutura espacial da língua.

  • Registro escrito de cada sinal

    O que está escrito pode ser revisado, conferido e ensinado sem depender de alguém por perto.

  • Ensino junto à comunidade surda

    A escola é conduzida por um intérprete ouvinte e uma poeta surda, lado a lado.

Mais de 25 anos
de estrada
6.557
alunos formados
6
livros publicados
92
trabalhos acadêmicos citam nossos livros
44
instituições brasileiras como faculdades e universidades referenciam nosso trabalho
7
concursos públicos em que somos referência

Reconhecimento acadêmico do método

  • Citado pela Cambridge Scholars Publishing (Reino Unido)

o fim desta página não é comprar

O próximo passo é a sua ficha de interesse

Eu não vendo no escuro, e você não precisa comprar no escuro. A mentoria funciona porque eu mesmo acompanho cada pessoa, então as vagas são limitadas e a gente se conhece antes.

  1. Você preenche a ficha

    Leva uns 5 minutos. Você conta onde está na Libras, onde trava e o que quer fazer com ela.

  2. A gente te chama no WhatsApp

    Eu ou alguém da minha equipe conversa com você para ver se você é a pessoa certa para a mentoria e se a mentoria é mesmo o que você precisa. Se não for, a gente diz.

  3. Você conhece os detalhes e decide

    Só depois dessa conversa, com tudo claro sobre como a mentoria funciona e o que entra, você escolhe se quer se inscrever.